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domingo, 8 de setembro de 2013

Marketing Digital 2013


Nos últimos anos, foi possível perceber que o marketing digital evoluiu a um ritmo bastante acelerado. Com a movimentação das empresas para a internet – e aí falamos tanto de grande quanto de pequenas, que passaram a prestar mais atenção no comportamento dos consumidores online, o marketing digital deixou de ser apenas uma ferramenta complementar de comunicação e passou a ser o foco de diversas ações.

Como o custo de investimento do marketing digital é mais acessível, o resultado e o retorno são mensuráveis. Dados de uma pesquisa realizada pelo TNS Research International apontam que 90% das empresas no país já realizaram algum tipo de ação na internet. Isso aponta que a incorporação da internet à comunicação é um caminho sem volta.

Contudo, esse conceito está em constante transformação, considerando o marketing digital como um conjunto de formas de se comunicar com o público alvo utilizando canais digitais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Adobe e Econsultancy, os principais objetivos do marketing digital para 2013 são: criar conteúdo criativo e consistente em múltiplas plataformas, integrar informações online e offline, além de medir com mais precisão e otimizar adequadamente seu conteúdo. Em outras palavras, ele deve ser mensurável, personalizado e acima de tudo, rentável.

A tendência da personalização de conteúdo é uma das mais marcantes desse ano e para a maioria é uma forma de estreitar o relacionamento com o consumidor. Atualmente o consumidor digital é exigente e espera uma comunicação direcionada às suas necessidades. Para esse fim, 21% das empresas de e-commerce relataram recorrer ao histórico de compras do usuário para segmentar os perfis de acesso. Dados comportamentais, como buscas e páginas visitadas nos sites são utilizados por 20% das empresas enquanto 6% utilizam informações sociais para direcionar produtos e comunicação, mostram números da pesquisa da Adobe e Econsultancy.

Além de acompanhar o comportamento dos consumidores no ambiente online, o marketing digital também se movimenta de acordo com as evoluções tecnológicas. Assim como o marketing tradicional incorporou a internet, que já contabiliza mais de 2 bilhões de pessoas conectadas no mundo, ele também assimilou a tendência da internet móvel. Com essa grande oferta de mobilidade (tablets e smartphones) as marcas já estão pensando em como se adequar a esse novo formato, oferecendo uma melhor navegação e acesso aos consumidores. Programar sites responsivos que se adaptam ao display de cada dispositivo é uma forma de se diferenciar nesse universo ainda pouco explorado.

No e-commerce especificamente, a mobilidade é uma grande oportunidade que ainda está em amadurecimento. Em uma pesquisa feita pelo MercadoLivre em 2013, as transações de compra e venda da plataforma por meio de dispositivos mobile chegaram a 10%, com a possibilidade de comprar e pagar apenas usando o celular.

Por fim, para ajudar na conversão de cliques e exposição e visibilidade da marca, as redes sociais são grandes aliadas, pois é onde as pessoas compartilham e discutem sobre conteúdos. E esses conteúdos podem ser a porta de entrada para o seu site. Dessa forma, as tendências para o marketing 2013 se resumem em um novo conceito chamado SoLoMo (social, local, móvel).

Com todas essas possibilidades de atingir o consumidor, cada vez mais é preciso saber como mensurar e analisar os resultados de forma efetiva e conhecer qual o desempenho que se obteve com as ações realizadas. Os departamentos de marketing devem aproveitar essas tendências para conseguir dar ainda mais visibilidade para seus assessorados, afinal de contas a publicidade também faz parte da alma do negócio.

Escrito por: Helisson Lemos, Diretor Geral do MercadoLivre.
Extraído de: adNEWS

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E AGORA? SOU CRIATIVO?


Com toda a certeza que há neste mundo, você já parou e pensou: “porque não pensei nisto antes?” ou até mesmo, àquele velho chavão literal: “como não pensei nisso antes?”. Você não conseguiu distinguir a diferença? Simples e descomplicada.

O fazer e o querer fazer são dois aspectos distintos, porém diretamente ligados ao fator psicomotor. A propulsão necessária para partir do projeto ou mentalidade de um “fazer” é concebida por agentes terciários, fatores que contemplem ou completem seu pensar, formando assim uma ideologia complexa de uma partícula simples – A IDEIA. Pensar igual entre agentes comuns é uma saída cabível através de uma rede de relacionamentos onde as afinidades se completam e tornam-se partes do montante final.


Então estar em rede faz com que a inércia torne-se em propulsão e esta em produto?

Sim. A ideia a partir de um prisma individual surge apenas como uma imagem caleidoscópica  projetando outras idéias – ou projeções passíveis ao sucesso (ou ao fracasso) – porém, quando somada a outros fatores filosofais, pode-se formar um composto criativo tornando-se assim em realidade. As redes de conhecimento são importantes ferramentas que compõe esta gama de discussões e alusões, somando valores, agregando diferenciais e compreendendo o amadurecimento de um vértice ainda não esboçado e delineado. Porém, este convívio em rede tende a manipular conhecimentos tornando seu produto em apenas um composto criativo coletivo, deixando a originalidade e compactuando com a necessidade de demanda.


E qual a diferença entre demanda e público alvo?
Simples. A diferença está na concepção “in-victro” do fazer   criativo. A necessidade de ofertar um produto/serviço inovador, com novas tecnologias e revolucionário no segmento, desperta na sociedade de consumo necessidades e sensações ainda não vividas, contribuindo assim para a formação de uma target inexistente ou seja, elaborou-se um produto inexistente para um grupo de pessoas (público alvo) desconhecidas pela organização ou prestadora. Então, contudo o público alvo passa a ser o oposto da demanda, tornando-o este, em um público já estimado que venha a sentir a necessidade deste produto ou serviço a ser lançado. Assim, a inovação na segmentação deste "know how" tende a formar uma sociedade consumista inovadora, segmentada, fidelizada e comprometida com a evolução de sua construção criativa.

Então, viver em rede é um fator positivo à criatividade?
Sim, poderia também iniciar esta resposta com o óbvio. O aprendizado é feito através de redes de relacionamento, seja ela virtual ou não, então o desenvolver criativo e o start criativo dão-se com a somatória destes impulsos complexos da cotidianidade em que vivemos. Sendo assim, muitos dos impulsos que tomamos tendem a não ser “originais”, porém, resultantes de um pensar coletivo, fazendo com que você solte àquele grunhido abafado: “como não pensei nisso antes?” ou até mesmo, para os menos providos de iniciativa: “porque não pensei nisso antes?”

Simples não é? O fator criativo está diretamente relacionado ao nosso poder de analisar, criticar, renovar e reinventar e inventando produtos e processos, tornando algo inexiste em algo essencial para nossa sobrevivência.



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

BRANDING - A MARCA POR ELA MESMA

O mercado publicitário e de gerenciamento de marketing vem buscando, diariamente, novas tendências para focar a marca frente ao consumidor, porém, muitas agências desvirtuam suas ações tornando a marca um fator secundário evidenciando o produto e desfocando a imagem corporativa, para tanto, o que é esta imagem corporativa frente ao público de consumo? O Branding é uma ferramenta, ação ou composto?


E você sabe o que é Branding?

Branding ou Brand management (do inglês, em português também Gestão de Marcas). 'BRAND' é uma coleção de imagens e idéias que representam um produtor econômico; para ser mais específico, refere aos atributos descritivos verbais e símbolos concretos, como o nome, logo, slogan e identidade visual que representam a essência de uma empresa, produto ou serviço. Branding pode ser definido como o ato de administrar a imagem/marca (BRAND) de uma empresa.

 Ele também pode ser considerado como o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado. A construção de uma marca forte para um produto, uma linha de produtos ou serviços é consequência de um relacionamento satisfatório com o mercado-alvo. Quando esta identificação positiva se torna forte o bastante, a marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido. Branding é como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca.

Sua execução não é tomada apenas por ações de marketing que posicionam a marca e divulgam a marca no mercado, mas também por ações internas na empresa, transmitindo, para todos os interessados, a imagem pretendida.


MODELOS DE BRANDING
Tenho visto pouca gente avaliando criticamente a aplicação dos vários modelos de branding nas mídias sociais. Um bom ponto de partida para tal mapeamento é o trabalho de Douglas B. Holt.  Preocupado em situar a sua teoria de branding cultural em relação às demais abordagens, o autor de Como as Marcas se Tornam Ícones identifica quatro grandes abordagens para a construção de marcas.

Branding de mentalidade participativa (ou modelo cognitivo de branding), cujo argumento básico foi popularizado pelo livro Posicionamento: A Batalha pela Sua Mente: para se sobressair num ambiente poluído por tanta informação, “uma marca deve ocupar uma posição simples e destacada na mente do comprador potencial, realçando geralmente um benefício associado à categoria do produto”. A abordagem é plenamente desenvolvida no “modelo ‘cebola’ de branding”, que associa, ao núcleo estável da oferta, diversas associações de marca.

O Branding emocional é, na verdade, uma extensão do modelo anterior. Nele, as associações de marca são comunicadas por meio de apelos emocionais, destinados a enfatizar a personalidade da marca e “forjar uma conexão íntima com os consumidores”.

“O Branding viral presume que os consumidores, e não as firmas, é que exercem maior influência [no estabelecimento dos significados da marca]”. A abordagem está na moda por causa do avanço da internet em geral e das mídias sociais em particular.

O Branding Cultural, modelo defendido por Holt, se aplica especialmente às marcas de identidade - mas não apenas a elas. A abordagem sugere que as marcas tornam-se ícones culturais e constroem valor semiótico ao contar histórias que geram mitos de identidade capazes de responder a contradições agudas da sociedade, aliviando desejos e ansiedades dos consumidores. Holt conclama os gestores de marcas a passarem “da persuasão à construção de mitos, de associações abstratas a expressões culturais”, “da consistência à adequação histórica”.

A principio, vejo o branding cultural especificando melhor o que de fato deve ser feito para implementar uma estratégia de marca no contexto da sociedade do consumo e das mídias sociais.

O modelo de mentalidade participativa sugere a importância das associações simbólicas, mas não oferece orientações práticas sobre como transformar o posicionamento da marca em conteúdo publicitário - este é um elo perdido nas abordagens de branding tradicionais.

Já o modelo emocional peca por não reconhecer o que de fato produz a tal conexão íntima com o consumidor: os fãs apegam-se mais àquelas marcas que lhes propõem projetos de identidade capazes de aliviar as tensões existenciais produzidas pelo confronto entre a subjetividade deles e as demandas sociais às quais estão sujeitos em determinado momento histórico - e não por causa de uma estética emocional ou uma comunicação mais pessoal apenas.

Além disso, a onda do marketing nas mídias sociais tem levado muitos a esquecer que está surgindo uma nova comunicação de massa. Celebra-se frequentemente a publicidade produzida pelos usuários e o poder dos consumidores sem que, no entanto, se discuta o caráter dialético da semiose da marca - as pessoas esperam das marcas propostas originais, surpreendentes, ideologicamente desafiadoras, e não meras reproduções "criativas" do que já estão cansadas de conversar entre amigos.

A marca que pretende se tornar um ícone precisa conquistar grande autoridade cultural e política, precisa ter voz própria. Em resumo, precisa liderar a rede social da marca.