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domingo, 8 de setembro de 2013

Marketing Digital 2013


Nos últimos anos, foi possível perceber que o marketing digital evoluiu a um ritmo bastante acelerado. Com a movimentação das empresas para a internet – e aí falamos tanto de grande quanto de pequenas, que passaram a prestar mais atenção no comportamento dos consumidores online, o marketing digital deixou de ser apenas uma ferramenta complementar de comunicação e passou a ser o foco de diversas ações.

Como o custo de investimento do marketing digital é mais acessível, o resultado e o retorno são mensuráveis. Dados de uma pesquisa realizada pelo TNS Research International apontam que 90% das empresas no país já realizaram algum tipo de ação na internet. Isso aponta que a incorporação da internet à comunicação é um caminho sem volta.

Contudo, esse conceito está em constante transformação, considerando o marketing digital como um conjunto de formas de se comunicar com o público alvo utilizando canais digitais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Adobe e Econsultancy, os principais objetivos do marketing digital para 2013 são: criar conteúdo criativo e consistente em múltiplas plataformas, integrar informações online e offline, além de medir com mais precisão e otimizar adequadamente seu conteúdo. Em outras palavras, ele deve ser mensurável, personalizado e acima de tudo, rentável.

A tendência da personalização de conteúdo é uma das mais marcantes desse ano e para a maioria é uma forma de estreitar o relacionamento com o consumidor. Atualmente o consumidor digital é exigente e espera uma comunicação direcionada às suas necessidades. Para esse fim, 21% das empresas de e-commerce relataram recorrer ao histórico de compras do usuário para segmentar os perfis de acesso. Dados comportamentais, como buscas e páginas visitadas nos sites são utilizados por 20% das empresas enquanto 6% utilizam informações sociais para direcionar produtos e comunicação, mostram números da pesquisa da Adobe e Econsultancy.

Além de acompanhar o comportamento dos consumidores no ambiente online, o marketing digital também se movimenta de acordo com as evoluções tecnológicas. Assim como o marketing tradicional incorporou a internet, que já contabiliza mais de 2 bilhões de pessoas conectadas no mundo, ele também assimilou a tendência da internet móvel. Com essa grande oferta de mobilidade (tablets e smartphones) as marcas já estão pensando em como se adequar a esse novo formato, oferecendo uma melhor navegação e acesso aos consumidores. Programar sites responsivos que se adaptam ao display de cada dispositivo é uma forma de se diferenciar nesse universo ainda pouco explorado.

No e-commerce especificamente, a mobilidade é uma grande oportunidade que ainda está em amadurecimento. Em uma pesquisa feita pelo MercadoLivre em 2013, as transações de compra e venda da plataforma por meio de dispositivos mobile chegaram a 10%, com a possibilidade de comprar e pagar apenas usando o celular.

Por fim, para ajudar na conversão de cliques e exposição e visibilidade da marca, as redes sociais são grandes aliadas, pois é onde as pessoas compartilham e discutem sobre conteúdos. E esses conteúdos podem ser a porta de entrada para o seu site. Dessa forma, as tendências para o marketing 2013 se resumem em um novo conceito chamado SoLoMo (social, local, móvel).

Com todas essas possibilidades de atingir o consumidor, cada vez mais é preciso saber como mensurar e analisar os resultados de forma efetiva e conhecer qual o desempenho que se obteve com as ações realizadas. Os departamentos de marketing devem aproveitar essas tendências para conseguir dar ainda mais visibilidade para seus assessorados, afinal de contas a publicidade também faz parte da alma do negócio.

Escrito por: Helisson Lemos, Diretor Geral do MercadoLivre.
Extraído de: adNEWS

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Emoção. Razão. Comunicação!

E entre aquele complexo Freudiano todo, de emitir, decodificar e responder, muitas vezes nos atemos ao fardo de sentir. Assim é a comunicação.

O ser humano é movido por impulsos sociais que nos conduz em uma ínfima caminhada à complexidade retórica de dizer e ouvir, no acalentando e interagindo com veios comunicativos que nos repreende à emoção em sua inquietante função de emocionar.

Os Egípcios sabedores da plenitude social procuraram instigar a comunicação através de canais codificados e regionalizados  tornando-os ícones remotos à compreensão atual. Porém, o que os levou a este prisma sócio cultural? O âmago da fala? Ou o suspiro do sentir? Um reflexo de almas soltas e presas pelo ego? Ou um egocentrismo exarcebado de “ser” e “ter”?

A sentimentalidade, àquela, prozaquiana, não está contida nos meios de comunicação de hoje em dia, e o surpreendente é que teóricos dizem ser infundada um contexto sem tais. Sim. Já dizia Kotler em seus estudos sobre comportamento do consumidor: 
“estamos testemunhando a Era voltada para os valores. Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os profissionais tendem a tratá-las como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito”


Oras, se o valor da comunicação, (independente de sua ligação científica com o embasamento de supra sumo citado), valoriza a plenitude humana, porque afugentamos nossa sentimentalidade atrás de personalidades infundadas em retóricas sociais, deixando com que o afugento do apogeu solidário venha de amparo às esta necessidade humana. Defino como necessário os princípios básicos de sobrevivência – eminente é claro aos de processo físico e fisiológico – mas de plenitude psicológica refletida ao velho chavão “penso e logo existo”. Para meu singelo compreendimento de “viver em sociedade” a existência é mais do que pensar é uma via de interação entre os findáveis sentidos que possuímos e entre eles a expressão sentimental adquirida ou imitada. Então emocionar é um processo de comunicação? Sim.

A comunicação não verbal, por definição, é aquela que não utiliza da fala ou escrita para ser manifestada e compreendida, assim, pode-se afirmar que o corpo expressa mensagens que são decodificadas e respondidas a todo o momento. Têm-se como exemplo básico o ato do bocejo, onde um sinal emitido é respondido pelo seu receptor com mesmo código e freqüência, o indivíduo estando ou não em estado de sonolência. Outro exemplo claro da comunicação não verbal está contida nos pequenos manifestos de “etiqueta” onde o simples ato de cruzar as pernas pode significar inúmeras ações findadas pelo receptor ao seu melhor compreendimento da ação. Desta forma, digo (em minha negligenciada formação científica), que a emoção é um processo de comunicação, sendo ela comercial ou não, seus estímulos e respostas geram novos estímulos e respostas, e estes em um processo mútuo de sentimentalidades agregadas ao convívio ou à disseminação de conteúdo retido. Ou seja, a compreensão, decodificação e feedback depende da freqüência com que os indivíduos estão. A sintonia fina é a grande responsável pela receptividade de estímulos e de transformá-la em resposta.


Assim. Sim. Os sentimentos, estes que possuímos e renegamos, (muitas vezes), diz muito e é responsável por uma fatia significativa de compreensão de universo, amparados por esse conhecimento a persuasão vem a ser o fator matriz de estímulo para publicitários e profissionais de marketing. Contudo. A mensagem, o ponto base da retórica dissertação de ser ou não ser um fator comunicativo é válido? É expressado ou analisado como ferramenta de comunicação social? Como mero especulador comunicativo, irei aprofundar meus olhares sobre esse aspecto. Creio que grande parte da comunicação, verbal ou não, parte do pressuposto – impactante – da emoção, ou com foco em, ou com base em. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

FACEBOOK: A COMPLEXIDADE DO PÓS MODERNO


Desde os suspiros finais do Orkut, os brasileiros vêm se questionando: o que vem pela frente? Este Facebook é febre? O que faço com ele? O que é o Facebook?

E passaram-se 10 anos desde sua existência e algumas perguntas ainda não foram respondidas. O Facebook é mais que uma rede social? Posso trabalhar a imagem de minha empresa sem confrontar minha imagem pessoal? Como funciona a Fan Page? Segurança? Dinamismo? Complexidades? Convergências? Estatísticas? São tantos apontamentos que ficamos perdidos neste emaranhado de informações, porém, o que muitos não sabem é a funcionalidade básica desta Rede Social Multi Midiática, então vamos começar pelo princípio. Quando surgiu o Facebook? Porque inventar o Facebook? O que é o Facebook?

Primeiro Layout
O Facebook surgiu em 2004, sendo inicialmente um canal de comunicação fechado entre os estudantes da Universidade de Harvard. A sua popularização em meio à universidade foi instantânea - atingindo, no primeiro mês de existência, metade da comunidade dos estudantes que ainda não estavam graduados - e, em seguida, expandiu-se para outras universidades, colégios, redes corporativas e o público em geral, respectivamente. Seu fundador, o então estudante norte-americano Mark Zuckerberg, desenvolveu a ideia de “organização elegante” das comunidades existentes, na qual permitia que os alunos se comunicassem facilmente em ambiente informatizado. A comunidade de alunos de Harvard se comunicava convencionalmente há mais de três séculos antes de Mark Zuckerberg emergir, ele simplesmente a ajudou a organizar o processo comunicacional e a realizá-lo de maneira mais eficiente. O Facebook possibilitou que as pessoas se cadastrassem e organizassem as suas redes sociais - o chamado “gráfico social” da rede on-line: poderiam compartilhar, assim, quem elas eram, o que faziam, quem conheciam e, não menos importante, como eram. O Facebook foi um sucesso imediato, porque permitiu que uma necessidade fosse sanada: ele organizou e padronizou a vida social em Harvard.

Evolução do Layout
A aparência do Facebook é bastante detalhada e as suas funções são inúmeras, além de estarem em constante desenvolvimento e aprimoramento. Por ser uma rede social e, consequentemente, estimular o relacionamento entre os seus usuários, assim que uma pessoa abre uma conta no Facebook e acessa a sua página inicial, já tem a opção de importar os contatos disponíveis em seu e-mail; procurando por usuários na rede social que já façam parte do seu círculo de amigos e, assim, enviando imediatamente solicitações de amizades a eles.

A página inicial é composta pelo conjunto das informações mais importantes relacionadas à rede de amigos e conexões do usuário; exibindo, por exemplo, as suas atualizações mais recentes, os recursos favoritos, aplicativos instalados, grupos criados, páginas vinculadas a seu perfil, listas de amigos - como, por exemplo, todos os amigos que fazem parte da família ou estudaram na mesma instituição de ensino do usuário -, eventos, assinaturas realizadas e anúncios relacionados a seu perfil. Além disso, estão sempre disponíveis as informações sobre solicitações recentes de amizades, mensagens recebidas e notificações de atividades de amigos que possam ser de interesse do usuário no menu superior das páginas do Facebook, além de banners e páginas curtidas pelos amigos.

Quanto às suas funcionalidades, uma das principais características do Facebook é a transformação de um perfil em uma Timeline (ou Linha do Tempo, em português), a qual permite que todos os usuários possam postar comentários a respeito das mensagens publicadas por todos envolvidos em sua rede de amigos, assim como curtir ou compartilhar as informações pelas quais se interessarem. Ao curtir determinado objeto dentro da rede social, o usuário valoriza o conteúdo do mesmo, tornando visível aos seus amigos que se interessou por determinada informação. Já o recurso compartilhar permite que o usuário faça uma postagem do conteúdo em questão na sua própria linha do tempo ou para amigos específicos. Nos perfis de outros usuários, em acréscimo, é possível utilizar o recurso cutucar, o qual é bastante utilizado para cumprimentar os mesmos - permitindo que eles saibam que foram cutucados quando acessarem as suas contas.

Nos dias atuais, segundo estatísticas oficiais do Facebook, a rede social conta com mais de 850 milhões de usuários ativos em todo o mundo, sendo que mais de 50% do número total de usuários acessam o site todos os dias. Em acréscimo, segundo pesquisa do IBOPE Nielsen Online, o Brasil possuía, em agosto de 2011, 30,9 milhões de usuários únicos na rede social. Por se tratar da rede social mais popular e completa do mundo, possuindo um caráter tanto pessoal quanto corporativo, o Facebook se torna um excelente cenário não somente para criar e manter relações com outros usuários; mas também para conhecer e divulgar empresas e seus produtos e/ou serviços.

As oportunidades em meio a esta rede são tantas, que figuras públicas, empresas e companhias, marcas, produtos, serviços, políticos e organizações sem fins lucrativos utilizam perfis como presença personalizável via Facebook. Atualmente, várias empresas de todos os lugares do mundo extinguiram os seus sites empresariais e passaram a utilizar somente a rede social mais popular do mundo para marcar presença na Internet e entrar em contato direto com seus clientes - um exemplo é a agência de publicidade brasileira Africa, que redireciona o acesso do seu site para a sua página no Facebook -, reunindo todas as suas informações na sua página de fãs.

terça-feira, 9 de abril de 2013

RESPONSABILIDADE COMUNICATIVA


A comunicação organizacional, hoje, mudou, deixando de ser apenas uma ferramenta complementar ao Endomarketing e passou a ser uma atividade complexa, onde o comunicador assume uma  posição ativa frente à corporação e seus círculos sociais. Houve o tempo em que comunicar-se entre departamentos era apenas um recurso minimizador de tempo e custos, porém, hoje, vivemos em um universo cercado de mídias, processos e contextos, adaptar-se a estas novas formas comunicacionais é um fator de extrema importância – relativamente ambígua – chegando a um contexto complementar entre comunicador e contexto.

 A relação entre a mensagem e contexto está sendo enfatizado em um processo complexo onde a imagem corporativa está diretamente relacionada e posta em questão. Onde há um grupo de pessoas se comunicando em um ambiente virtual – ou não – a linguagem, (esta que é um processo interpretativo da gramática frente à dialética), passa a ser uma articuladora de mudanças no quadro psíquico colaborativo.

As relações interpessoais, dentro de um processo comunicativo interno à instituição, em sua teoria, deve possuir a construção direta de valores frente a corporação, mas também, visando uma projeção da marca em seu público externo, e isso acarreta em uma padronização de imagem corporativa, fazendo com que todos tenham o mesmo princípio e conteúdo a ser levado. Agora, em uma atualidade onde a velocidade da informação é baseada no imediatismo a mensagem a ser transmitida precede de um círculo comunicacional construtivo, onde a mensagem de início sofre ações e mutações ganhando novas linguagens, contextos e interpretações.

As redes sociais frente a este quadro corporativo é uma das ferramentas que visam – em sua teoria – o crescimento corporativo, bem como unificar o elo comunicativo entre pessoas e processos, sempre, visando a minimização burocrática do ato de comunicar-se. A alienação do colaborador frente à cotidianidade de fatos e processos faz com que o seus fatores motores e emocionais interajam em uma proposta adversa à ação proposta, galgando, cada vez mais, traços dispersos frente a ociosidade e a propagação de valores não reais ao seu papel quanto agente ativo do meio. O processo passivo da comunicação corporativa, além de trazer atritos ofuscantes frente ao quadro interno de colabores, pode também criar situações adversas e obscuras frente a corporação. Como? Com falácias imorais e ações degradantes dos valores propostos chegando a corromper ou prejudicar o crescimento corporativo, bem como convergir negativamente na rede, criando assim, processos que denigram a imagem fazendo com que a mesma venha até mesmo ao rompimento de atividade.

Contudo a interatividade “corporação & cooperado“ deve, sim, ter o mesmo ponto de partida, a alavancagem, ou fomento corporativo, tornando estes processos comunicativos em uma ferramenta positiva ao crescimento sustentável da empresa, porém a forma de gerenciar, manipular e articular a informação, ainda é de cunho individual. Corporações a partir de médio porte investem em TI (tecnologia da informação), para efetivar um gerenciamento quanto a comunicação utilizada por seus colaboradores, não somente em esferas internas, mas também em um macro ambiente. Este gerenciamento informativo tem como principal objetivo minimizar as falácias degradantes, punindo e responsabilizando os seus agentes causadores, isto, com foco instrutivo.

A comunicação, tendo como ponto de partida a dialética relativa entre empresa/empregado, visa somente à transmissão de informações, sendo em um ambiente interno à organização, ou não, saber articular e difundir esta mensagem para que seu receptor não desvirtue e a repasse com ênfase denotativa é uma questão de responsabilidade, tanto da organização (através de um gerenciamento legal da informação), quanto do emissor (assumindo seu grau de verdade sobre a temática abordada), ou seja, a responsabilização destes fatores asseguram a legitimidade da imagem organizacional em um macro ambiente virtual.


Trabalho desenvolvido para a Disciplina de Redes Sociais na Instituição de Ensino Superior FADEP, no curso de Pós-Graduação em Comunicação Estratégica e Redes Sociais, sobre a orientação do professor Rodrigo M. Weinhardt. Acadêmico: Marcio Machado

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AMBIÇÃO OU CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL?

A pouco estava "zapeando" alguns videos no YouTube e, como de costume, dei uma olhada em alguns títulos sobre Redes Sociais, onde encontrei um documentário feito pela Discovery Channel sobre o tópico.

Analisando os dados apresentados, de forma reflexiva e fria, pus-me a pensar justamente sobre os aspectos administrativos destas ferramentas - será ambição de seus criadores em criarem uma plataforma competitiva com o mercado, colecionando números e adeptos, ou será um crescimento sustentável de serviços já oferecidos? Porém o fator interrogativo da oração é: nós queremos inovação sustentável ou modismo comunicativo?


Novas plataformas servem para filtrar - por determinado tempo - "usuário modistas", (aqueles que usurpam da rede seu real significado frente sua aplicabilidade), criando assim o paradoxo entre complementação e fomento intelectual, porém com o datar do tempo volta-se a ter o mesmo papel medíocre que de redes desatualizadas; e isto não é fictício! Quer um exemplo?


ORKUT: rede social obsoleta - poucos adeptos, onde a maioria migrou para o atual Facebook - criado em 2004 por Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. Em seu início de atividade ser um usuário da rede era motivo de orgulho e status, fatores que contribuíram para sua alavancagem ao topo  do mercado nacional e internacional no quesito Redes Sociais, porém em seus dias finais a rede era dominada por spans e fakes que poluíam o relacionamento e atritavam com a ideologia de compartilhamento de idéias e conhecimento. 


E agora? O que será com o atual Facebook? Surgirá uma inovação tecnológica interna como previsto pelo seu criador? Cairá no esquecimento e desuso? Será derrotada por um concorrente, ainda, fantasmagórico? Será ultrapassada por redes emergentes? Qual será o futuro da comunicação em rede? Vamos sentar, esperar e nos comunicar... Quem souber primeiro, compartilha!




terça-feira, 30 de outubro de 2012

A INTERATIVIDADE DA MÍDIA NA MÍDIA


Durante os estudos da pós-graduação, muito falou-se e fala-se em interação midiática, bem como gerenciamento midiático e isto aos ouvidos de estranhos, passa-se por despercebido, chegando a ser considerado um “curso para viciados” (já ouvi essa definição), ou uma especialização para “nerd” (também já ouvi esta), porém o que mais me deixa extasiado, dia após dia é a aplicabilidade dos conteúdos no meio empresarial de forma ativa frente a alavancagem mercadológica.

Neste final de semana realizamos algumas práticas de mídia, usando as formas diversas de comunicação, transmitindo mensagem e conteúdo e, sobre tudo, gerando interação. Assim, realizou-se a aplicabilidade de assuntos que, (por mim), jamais teria aplicabilidade alguma – pensamento de qualquer acadêmico – mas a semiótica, por exemplo, foi uma das matérias que mais vieram em minha mente deixando-me o seguinte paradigma: quanto eu poderia ter absorvido se o pensamento aristocrático da soberba não subisse em minha cabeça quando acadêmico? Resultado: estudando a aplicabilidade da mídia frente a alavancagem promocional de produtos/serviços, e relendo alguns artigos distribuídos por professores e alguns colecionados por mim, achei este relato, que achei interessantíssimo compartilhar, ele trata da INTERATIVIDADE EM MÍDIAS CONVENCIONAIS –  (um estudo de caso do campeão de interação – MAC DONALD´S) - leia, valerá a pena!

Mc Donald’s faz campanha interativa Pick and play
Na Suécia, os responsáveis pelo marketing do Mc Donald’s fizeram uma campanha com outdoor muito interessante. Queriam que os clientes fossem até um dos restaurantes por um motivo a mais, ou um motivo que fosse mais do que legal! O conceito era simples – na qual o cliente podia controlar um outdoor interativo e participar de um jogo. Ao completar o desafio em 30 segundos, ganhava cupons para trocar por sanduíches ou outras guloseimas.

Quem quisesse “brincar” não precisava baixar um aplicativo específico (o que normalmente é uma barreira para alguns participantes), bastava entrar no site e o celular reconhecia sua geolocalização.

Essa campanha de marketing além de expor a marca, interagiu com os usuários e fez com que fossem até um Mc Donald’s. Um ótimo exemplo de campanhas que combinam mobile + online + offline.



E assim, embalsamados pela interatividade mergulhamos na disciplina, a princípio foi a criação de uma paródia, onde conseguíssemos chamar a atenção do expectador, atraí-lo para a interação e torná-lo parte criativa. Meu grupo desenvolveu um trabalho fantástico, criando uma linha real life onde o receptor possa criar ou opinar sobre o desfecho da história. Nosso projeto ficou intitulado como Eduardo & Mônica e possui como base de estudos o convívio em “rede” e a interação entre duas pessoas; mas também mostra um pouco deste universo livre, onde cada perfil não corresponde exatamente com a imagem de seu proprietário – fake´s – levando, assim, uma das partes a se frustrarem – ou não – com a descoberta de seu “novo” sorriso amigo, (mas enfim, isto é tema para outro post). E com este polêmico tema, “CONVÍVIO EM REDE” desenvolveu-se uma história, porém, o final dela é você quem decide. Sua opinião pode ser dada na Fan Page do projeto, que serão analisados os melhores “pitacos” e criado um desfecho para toda esta trama que está movimentando a sociedade acadêmica!

E este é o verdadeiro objetivo da INTERATIVIDADE, seja ela através de mídias convencionais ou  não, é atrair, fidelizar e maximizar a cartela de cliente de uma marca, produto ou serviço.

Assim  a interação, pode alavancar seu posicionamento mercadológico de uma forma surpreendente, criativa e inovadora, fazendo com que haja uma busca contínua de conteúdos abstrativos que intensifiquem o psique do cliente em prol da fidelização.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Blogs x Redes Sociais - Duelo ou Amistoso?

Olá pessoas... Bom, é meio estranho estar postando um conteúdo com menos de 24 horas do post anterior, mas enfim, não me contive... Sou leitor da Revista Wide, e na versão web da mesma encontrei um artigo que me chamou a atenção.
As redes sociais estão realmente matando os blogs?
Vinda com este título, intrigante para um blogueiro e também viciado em redes sociais, pus-me a ler... Cláudia Valls, analista de mídias sociais e colaboradora do iDigo – Núcleo de Inteligência Digital, relata a discussão americana que põe em cheque a utilização dos blog´s, frente às redes sociais... SERÁ FATO? (ler a matéria na íntegra)
Bom, de acordo com meus conhecimentos, gostos e afinidades, venho concordar plenamente com Valls, creio que a utilização destas mídias alternativas, venham a somar-se refletindo em um crescimento sociocultural dos usuários midiáticos.  As novas e contemporâneas formas de expressão agregam valor, tangencial ou não, a um determinado serviço, produto ou aquém, valorizando-o e abrilhantando-o, então vamos decepar e analisar isoladamente os serviços...

BLOGOSFERA – os blogs além de servirem como micro-sites ou até mesmo substituir tal serviço, possuem como principal função levar ao conhecimento da massa informações sobre determinados produtos, serviços ou informações complementares de um determinado grupo social. Agora, como atingir o público alvo? Restringir-se somente aos sites de buscas? Veículos de Comunicação de massa através de campanhas publicitárias? News Letter? Como levar ao conhecimento do cliente final tal ferramenta sem envolver um custo alto de divulgação? Como minimizar custos e atingir uma fatia significativa do mercado competitivo? A resposta é simples e possui uma única justificativa – PUBLICIDADE DE REDE...
Não é de hoje que vimos que o marketing virtual é uma ferramenta poderosa nas mãos de pessoas que saibam manusear e difundi-lo, para isso basta ter um mail list “poderoso”. Uma das características do Marketing Virtual que me chama bastante atenção é o entralaçamento de redes, ou formação de redes difusas que levam informações onde menos esperamos... E se falamos em rede, porque não utilizar a Rede Social – ou Redes Sociais – para difundir ainda mais a imagem do foco? Marketing Virtual? Marketing de Rede? Marketing Viral? Não... Apenas Inteligência oportunista!

REDES SOCIAIS – as redes sociais surgiram com o princípio de aproximar pessoas – e nós sabemos que as pessoas adoram um “fuxico” e elas espalham estes “fuxicos”, assim, podemos utilizar tal ferramenta para difundir uma informação, produto, serviço ou aquém. Com o surgimento das redes sociais, sim, subtraiu-se o número de adolescentes que procuram a blogosfera para registrar seus pensamentos “tolos e vazios” (referente aos antigos blogs que trocavam informações banais como “meu primeiro dia no ballet”), para isso, pode-se utilizar de forma rápida, eficiente e inteligente às redes sociais – Orkut, Facebook, Twitter e outros – o objetivo será alcançado com maior facilidade e habilidade. Porém, às redes possuem a massa pensante, formadora de opinião e também a grande massa crítica e consumista, levar a informação até ela é uma arte...
A utilização da rede possui como princípio básico o Marketing Viral, onde a mensagem parte do ponto “a”, passando a “b” e sucessivamente, porém ao término do ciclo, temos uma rede formada por “a-a-z” (junção de 3 pontos ou redes que pode chegar a um expressivo número de visualizações e reutilizações da mensagem partida de “a”). Então, podemos chegar a uma junção...

A formação ou persuasão é cabível em 144 caracteres? Porque não utilizar estes para a anexação de links que remetam o leitor a um conteúdo complexo e denotativo? Para isso existem as redes de relacionamento – recebo informações que interessam ao meu círculo vivencial, maximizando meu tempo excluindo o lixo informativo filtrando apenas o conteúdo desejado. Com isso, podemos sim, utilizar a rede social como fonte de apoio e difusão de uma matéria complexa e informativa, selecionando público, agregando valor, fazendo valer o princípio de tudo – O FUXICO INFORMATIVO.