quarta-feira, 24 de abril de 2013

Assessor de Imprensa? E agora?


Sou um Assessor de Imprensa, e agora? Há passos para eu ser um bom Assessor?

Há sim. Em diversos casos, principalmente em empresas de gestão familiar, tal cargo, não é comprometido a um profissional ligado a área de comunicação social, mas sim, a um membro de confiança da família que possui uma boa redação ou está cursando algum bacharel qualquer. O pensamento ou compreensão de qualificação é de origem suspeita, principalmente nestes setores administrativos, por medo, anseio ou até mesmo por fatores econômicos. Então como ser um bom Assessor de Imprensa em um ambiente hostil?

Em uma graduação voltada à área da comunicação social, o acadêmico é instruído a ter uma política de boa vizinhança com as concorrentes, ou empresas de mesmo setor, além, é claro de possuir uma qualificação científica sobre o assunto, recebendo instruções de como redigir um texto jornalístico mais apropriado para retratar uma matéria ou uma possível matéria.

Mas então quais são estes passos? Sou um profissional de cargo administrativo e estou na ocupação de Assessor, como devo proceder?

Googlando sobre o assunto encontrar-se-á diversos textos que auxiliam na execução desta atividade, porém, com foco no profissionalismo pode-se dize que há alguns passos a serem seguidos.


Primeiramente, você será um Assessor de Imprensa ou um Relações Públicas? A distinção destes dois profissionais deve-se estar distinto e claro para a atuação em ambas as áreas. O profissional de RP (Relações Públicas) é aquele sujeito que irá realizar contatos diretos com departamentos comerciais de veículos de comunicação, onde o foco principal é de levar ao conhecimento da sociedade a entidade como membro da economia local, pode-se dizer também que é este que assegurará o contato polido com consumidores externos à mesma e manterá ativa a política da boa vizinhança, porém, o Assessor de Imprensa, terá em caráter técnico o dever de comunicar à sociedade as atividades políticas de caráter interno, sendo ele uma notícia positiva ou negativa ao universo. Define-se crise àqueles momentos cruciais em que a empresa está vivenciando em sua vida econômica ofuscando ou minimizando as falácias negativas frente à corporação ou mantenedora.

Esta comunicação direta com os veículos de comunicação não pode ser efetuada com base na “dedução” de forma empírica, mas sim, focada em um propósito e ser desenvolvida com base no planejamento e avaliação de ideias e informações a serem vinculadas determinando prazos para a execução das ações. Com base neste planejamento fica fácil recorrer às ações específicas do trabalho.

E quais são os passos ou ações condizentes ao cargo de Assessor de Imprensa?

Pode-se pré estabelecer uma ordem de trabalho onde o princípio de tudo esta em redigir e encaminhar o Press Release aos veículos utilizados ou com vínculo corporativo ao segmento atendido. A elaboração e execução desta ação possui como foco principal a transformação de uma informação com potencial a ser tornada em uma notícial, para tanto, esta, deve ser redigida com precisão nos dados e riqueza de detalhes nas informações, pois é com base neste que o jornalista irá decidir se a ideia servirá como matéria ou não. Lembre-se sempre que o foco principal da Assessoria de Imprensa é ressaltar os interesses da empresa, porém sem foco promocional (com intuito de vender a imagem), mas sim na transparência noticiada.

Outro aspecto importante interligado diretamente à questão do Press Release é a atualização do Mailing List que servirá como base e suporte para a manipulação e articulação do mesmo frente aos meios de comunicação. É importante ressaltar que se trata e define-se Mailling List como uma lista de contatos com dados básicos ligados diretamente ao campo jornalístico, nele estará contido dados básicos para articulação de mensagem, como nome do responsável do veículo, telefones de contato, formas de pagamento da vinculação (se matéria paga ou patrocinada), bem como todas as informações cabíveis ao Departamento de Assessoria de Imprensa.

Fatores de aspecto administrativo também são de responsabilidade do Assessor de Imprensa, como a formação de Clipping. Um bom Clipping deverá ser formado por toda e qualquer vinculação da imagem corporativa frente às mídias sociais, contendo recortes de jornais, revistas, sites, rádios, televisão, enfim, todos os canais midiáticos que a Assessoria venha a utilizar. A função principal deste canal ou ação é de cunho estratégico, ou seja, é este veículo que irá demonstrar aos gestores ou articuladores gerenciais a imagem passada à sociedade, bem como a imagem demonstrada à sociedade podendo assim traçar de forma gerencial caminhos ou metas frente à comunicação social.

A articulação ou encaminhamento de possíveis matérias jornalísticas ao repórter requer devidos cuidados, principalmente no que diz respeito à visualização e compreensão do mesmo frente a informação repassada. Para tanto, quanto mais dados, artigos, números e outros subsídios que auxiliem, não apenas na visualização, mas também na compreensão do contexto, deverão ser anexados no Press Kits e encaminhados ao jornalista responsável pela matéria, pois é com base nestas informações que ele conseguirá aproximar o leitor do contexto transmitido.

Após estes processos frente à elaboração textual e envio das informações ao jornalista é hora de realizar um contato gerencial das informações transmitidas, não com foco nas persuasão ou pressão para vinculação do artigo, mas sim como foco na confirmação do recebimento de material. Outra função primordial do Follow Up é o contato real com jornalistas, repórteres e outros profissionais midiáticos quanto à confirmação de presença em eventos coletivos e outros que venham a ser diretamente ligados à estes.

As entrevistas coletivas ou individuais podem ser realizadas com o intuito de potencializar o efeito das divulgações. Como assim? Partindo do pressuposto da entidade (independente do segmento inserido) venha vincular uma matéria jornalística com foco no lançamento de um produto, esta entrevista (seja ela individual ou de forma coletiva), vem a servir como complemento à matéria já publicada, ressaltando assim a importância deste frente ao mercado, juntamente com seus impactos de consumo e melhorias, (aqui como base no produto que foi o exemplo dado acima). Desta forma, conclui-se que as entrevistas auxiliam na compreensão do contexto de uma determinada ação isolada (tendo como base de compreensão que cada ação tem um início, desenvolvimento e encerramento de processo, tornando assim em cada ação em uma ação isolada dentro do composto de comunicação).
Texto & Contexto

E quando a empresa estiver passando por uma Crise, como executar a ação frente à sociedade? A princípio deve-se estar claro que no contexto, compreende-se por crise, qualquer ação que venha a ganhar proporções fora do controle organizacional, seja ela financeiramente positiva ou negativa aos cofres institucionais. Sendo assim a Assessoria deverá estar ciente e bem instruída quanto aos processos atingidos pela empresa, pois somente assim terá subsídios para elaborar textos defensivos ou até mesmo textos jornalísticos que venham justificar,  defender ou refinar a imagem ofuscada pela mesma frente à sociedade ou universo atingido. Este processo de gerenciamento de crise é um dos tópicos ou ações que mais devem ser absorvidas pelo profissional responsável pelo gerenciamento informativo da organização, pois somente através desta compreensão global de crises poder-se-á gerir de forma ampla e precisa qualquer ação sofrida pela corporação.

Este processo comunicacional perde por completo seu foco se a Assessoria não mantiver ou focar seus esforços frente ao bom relacionamento com a mídia, (entende-se como mídia, todo e qualquer veículo de comunicação que possua foco (de ordem interna) transmitir a informação ao receptor final). Sendo assim, partindo do pressuposto que o subsídio principal para um desenvolver de imprensa é as mídias, nada mais compensador que ter um elo comunicacional positivo frente a estas; e essa sinergia acarretará em uma visualização diferenciada e uma aceitação favorável frente aos Releases repassados, todavia, ressaltando-se assim o profissional interno bem como a imagem da empresa frente ao mercado consumidor.

Ok! O papel do Assessor está esclarecido. Agora, basta lançar informações por todas as partes?

Não. A informação oriunda de um processo interno deve possuir uma padronização comportamental e até mesmo contextual. Ao se tratar de uma organização com diferentes profissionais (marketing, financeiro, gestão de recursos), ter-se um processo informativo contextualizado e comportamental é o diferencial frente à concorrência. Como? 

O papel de articulador da informação, quanto direcionado ao Assessor de Imprensa, é também o de fornecer subsídios ao clientes departamentais, oferecendo treinamentos e cursos específicos (mesmo que de forma informal) para que o agente portador da informação a ser transmitida possua o mínimo de clareza e comportamento frente às mídias, ou coletas midiáticas (entrevistas, coletivas, seminários e outras formas de discursos públicos ou de cunho publicável). Tais treinamentos além de polirem o comportamento executivo maximizando as oportunidades de sucesso empresarial do coletivo agem de forma específica no campo midiático fazendo com que todos interajam da forma mais padronizada possível.

Com base nestes itens descritos, nesta espécie de “receita comunicacional”, pode-se desenvolver um trabalho coeso, priorizando sempre a informação limpa e cristalina frente ao público receptor, não somente da matéria finalizada (lançada nos veículos de comunicação e ambientes virtuais), mas também em uma formação de imagem empresarial responsável e ciente de seu papel responsável frente ao universo inserido.



Texto apresentado como forma avaliativa na disciplina de Assessoria de Imprensa da Faculdade de Pato Branco - FADEP - sobre a coordenação da Professora Edinéia Rauta. Acadêmico responsável: Marcio Antonio Machado.


terça-feira, 9 de abril de 2013

RESPONSABILIDADE COMUNICATIVA


A comunicação organizacional, hoje, mudou, deixando de ser apenas uma ferramenta complementar ao Endomarketing e passou a ser uma atividade complexa, onde o comunicador assume uma  posição ativa frente à corporação e seus círculos sociais. Houve o tempo em que comunicar-se entre departamentos era apenas um recurso minimizador de tempo e custos, porém, hoje, vivemos em um universo cercado de mídias, processos e contextos, adaptar-se a estas novas formas comunicacionais é um fator de extrema importância – relativamente ambígua – chegando a um contexto complementar entre comunicador e contexto.

 A relação entre a mensagem e contexto está sendo enfatizado em um processo complexo onde a imagem corporativa está diretamente relacionada e posta em questão. Onde há um grupo de pessoas se comunicando em um ambiente virtual – ou não – a linguagem, (esta que é um processo interpretativo da gramática frente à dialética), passa a ser uma articuladora de mudanças no quadro psíquico colaborativo.

As relações interpessoais, dentro de um processo comunicativo interno à instituição, em sua teoria, deve possuir a construção direta de valores frente a corporação, mas também, visando uma projeção da marca em seu público externo, e isso acarreta em uma padronização de imagem corporativa, fazendo com que todos tenham o mesmo princípio e conteúdo a ser levado. Agora, em uma atualidade onde a velocidade da informação é baseada no imediatismo a mensagem a ser transmitida precede de um círculo comunicacional construtivo, onde a mensagem de início sofre ações e mutações ganhando novas linguagens, contextos e interpretações.

As redes sociais frente a este quadro corporativo é uma das ferramentas que visam – em sua teoria – o crescimento corporativo, bem como unificar o elo comunicativo entre pessoas e processos, sempre, visando a minimização burocrática do ato de comunicar-se. A alienação do colaborador frente à cotidianidade de fatos e processos faz com que o seus fatores motores e emocionais interajam em uma proposta adversa à ação proposta, galgando, cada vez mais, traços dispersos frente a ociosidade e a propagação de valores não reais ao seu papel quanto agente ativo do meio. O processo passivo da comunicação corporativa, além de trazer atritos ofuscantes frente ao quadro interno de colabores, pode também criar situações adversas e obscuras frente a corporação. Como? Com falácias imorais e ações degradantes dos valores propostos chegando a corromper ou prejudicar o crescimento corporativo, bem como convergir negativamente na rede, criando assim, processos que denigram a imagem fazendo com que a mesma venha até mesmo ao rompimento de atividade.

Contudo a interatividade “corporação & cooperado“ deve, sim, ter o mesmo ponto de partida, a alavancagem, ou fomento corporativo, tornando estes processos comunicativos em uma ferramenta positiva ao crescimento sustentável da empresa, porém a forma de gerenciar, manipular e articular a informação, ainda é de cunho individual. Corporações a partir de médio porte investem em TI (tecnologia da informação), para efetivar um gerenciamento quanto a comunicação utilizada por seus colaboradores, não somente em esferas internas, mas também em um macro ambiente. Este gerenciamento informativo tem como principal objetivo minimizar as falácias degradantes, punindo e responsabilizando os seus agentes causadores, isto, com foco instrutivo.

A comunicação, tendo como ponto de partida a dialética relativa entre empresa/empregado, visa somente à transmissão de informações, sendo em um ambiente interno à organização, ou não, saber articular e difundir esta mensagem para que seu receptor não desvirtue e a repasse com ênfase denotativa é uma questão de responsabilidade, tanto da organização (através de um gerenciamento legal da informação), quanto do emissor (assumindo seu grau de verdade sobre a temática abordada), ou seja, a responsabilização destes fatores asseguram a legitimidade da imagem organizacional em um macro ambiente virtual.


Trabalho desenvolvido para a Disciplina de Redes Sociais na Instituição de Ensino Superior FADEP, no curso de Pós-Graduação em Comunicação Estratégica e Redes Sociais, sobre a orientação do professor Rodrigo M. Weinhardt. Acadêmico: Marcio Machado

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E AGORA? SOU CRIATIVO?


Com toda a certeza que há neste mundo, você já parou e pensou: “porque não pensei nisto antes?” ou até mesmo, àquele velho chavão literal: “como não pensei nisso antes?”. Você não conseguiu distinguir a diferença? Simples e descomplicada.

O fazer e o querer fazer são dois aspectos distintos, porém diretamente ligados ao fator psicomotor. A propulsão necessária para partir do projeto ou mentalidade de um “fazer” é concebida por agentes terciários, fatores que contemplem ou completem seu pensar, formando assim uma ideologia complexa de uma partícula simples – A IDEIA. Pensar igual entre agentes comuns é uma saída cabível através de uma rede de relacionamentos onde as afinidades se completam e tornam-se partes do montante final.


Então estar em rede faz com que a inércia torne-se em propulsão e esta em produto?

Sim. A ideia a partir de um prisma individual surge apenas como uma imagem caleidoscópica  projetando outras idéias – ou projeções passíveis ao sucesso (ou ao fracasso) – porém, quando somada a outros fatores filosofais, pode-se formar um composto criativo tornando-se assim em realidade. As redes de conhecimento são importantes ferramentas que compõe esta gama de discussões e alusões, somando valores, agregando diferenciais e compreendendo o amadurecimento de um vértice ainda não esboçado e delineado. Porém, este convívio em rede tende a manipular conhecimentos tornando seu produto em apenas um composto criativo coletivo, deixando a originalidade e compactuando com a necessidade de demanda.


E qual a diferença entre demanda e público alvo?
Simples. A diferença está na concepção “in-victro” do fazer   criativo. A necessidade de ofertar um produto/serviço inovador, com novas tecnologias e revolucionário no segmento, desperta na sociedade de consumo necessidades e sensações ainda não vividas, contribuindo assim para a formação de uma target inexistente ou seja, elaborou-se um produto inexistente para um grupo de pessoas (público alvo) desconhecidas pela organização ou prestadora. Então, contudo o público alvo passa a ser o oposto da demanda, tornando-o este, em um público já estimado que venha a sentir a necessidade deste produto ou serviço a ser lançado. Assim, a inovação na segmentação deste "know how" tende a formar uma sociedade consumista inovadora, segmentada, fidelizada e comprometida com a evolução de sua construção criativa.

Então, viver em rede é um fator positivo à criatividade?
Sim, poderia também iniciar esta resposta com o óbvio. O aprendizado é feito através de redes de relacionamento, seja ela virtual ou não, então o desenvolver criativo e o start criativo dão-se com a somatória destes impulsos complexos da cotidianidade em que vivemos. Sendo assim, muitos dos impulsos que tomamos tendem a não ser “originais”, porém, resultantes de um pensar coletivo, fazendo com que você solte àquele grunhido abafado: “como não pensei nisso antes?” ou até mesmo, para os menos providos de iniciativa: “porque não pensei nisso antes?”

Simples não é? O fator criativo está diretamente relacionado ao nosso poder de analisar, criticar, renovar e reinventar e inventando produtos e processos, tornando algo inexiste em algo essencial para nossa sobrevivência.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FOTOGRAFIA & ARTE

Foto: Marcio Machado
A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do cotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses "momentos documentados" e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e econômicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento real da imagem fornecida através da fotografia.


A Fotografia como Arte

Foto: Marcio Machado
A discussão sobre se a fotografia é arte ou não é longa e envolve uma diversidade de opiniões. De acordo com Barthes, muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.

Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética.

Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AMBIÇÃO OU CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL?

A pouco estava "zapeando" alguns videos no YouTube e, como de costume, dei uma olhada em alguns títulos sobre Redes Sociais, onde encontrei um documentário feito pela Discovery Channel sobre o tópico.

Analisando os dados apresentados, de forma reflexiva e fria, pus-me a pensar justamente sobre os aspectos administrativos destas ferramentas - será ambição de seus criadores em criarem uma plataforma competitiva com o mercado, colecionando números e adeptos, ou será um crescimento sustentável de serviços já oferecidos? Porém o fator interrogativo da oração é: nós queremos inovação sustentável ou modismo comunicativo?


Novas plataformas servem para filtrar - por determinado tempo - "usuário modistas", (aqueles que usurpam da rede seu real significado frente sua aplicabilidade), criando assim o paradoxo entre complementação e fomento intelectual, porém com o datar do tempo volta-se a ter o mesmo papel medíocre que de redes desatualizadas; e isto não é fictício! Quer um exemplo?


ORKUT: rede social obsoleta - poucos adeptos, onde a maioria migrou para o atual Facebook - criado em 2004 por Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. Em seu início de atividade ser um usuário da rede era motivo de orgulho e status, fatores que contribuíram para sua alavancagem ao topo  do mercado nacional e internacional no quesito Redes Sociais, porém em seus dias finais a rede era dominada por spans e fakes que poluíam o relacionamento e atritavam com a ideologia de compartilhamento de idéias e conhecimento. 


E agora? O que será com o atual Facebook? Surgirá uma inovação tecnológica interna como previsto pelo seu criador? Cairá no esquecimento e desuso? Será derrotada por um concorrente, ainda, fantasmagórico? Será ultrapassada por redes emergentes? Qual será o futuro da comunicação em rede? Vamos sentar, esperar e nos comunicar... Quem souber primeiro, compartilha!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

E O MARKETING, VAI BEM?


Houve um tempo remoto de minha existência intelectual, que, absurdamente, confirmava com àquele velho anexim que diz: “o marketing é grande demais para caber em uma sala” porém, nunca consegui entender, defendia este paradigma e filosofava em prol do uso acerbado de agências terceirizadas. Hoje, com um intelecto evoluído e com uma experiência mais refinada – ainda idolatro Kotler e bestifico-me com Drucker – porém, consigo definir meus ideais e minhas teorias que por priora é: “o marketing é fundamental demais para ficar em uma agência” e ainda justifico.



A questão é a cotidianidade de fatos e fatores. Há fortes indícios de que a percepção terceirizada compreende como alavancagem baseada em números estatísticos e gráficos cheios de ápices a partir de um portal eletrônico que pode ou não oferecer o e-comerce, porém o que valida um produto/serviço não é somente seu Counter Views,mas também seu grau de aceitação no mercado e toda uma análise contida em cima de dados financeiros – além, claro de um análise detalhada de seu ciclo vital. Então como podemos terceirizar um FATOR VITAE para a organização? Apresentação de relatórios semanais? Conferências diárias? Ou até mesmo, acompanhamento diário?

Não. A alavancagem mercadológica baseada em um composto de marketing estruturado, faz com que haja este crescimento substancial frente ao segmento, divergindo assim de dados analisados e compreendidos – muitas vezes erroneamente – pela prestadora de serviços. Então como segmentar este campo?
A instalação ou até mesmo a estruturação de um Departamento de Marketing – ou seja, lá qual for o nome dado a tal divisão – é de extrema importância e saliento algumas características básicas que asseguram um bom compreendimento de feeling.

Vamos iniciar nossa criticidade a partir de uma análise física. Como anda seu Endo? Mal? Asseguro – com a ajuda de alguns teóricos, mais velhos e experientes que eu – que o principal fator promocional de sua marca é a sua própria marca, ou seja, os que auxiliam a projeção mercadológica da mesma frente ao mercado; seu fator humano é sua arma de projeção. Não entendeu? Simples. Sua equipe de apoio – também chamado por muitos de “colaboradores” – são sua principal ferramenta de difusão de branding. Ou seja, o Endomarketing. E como trabalhar ele?

Não. Não basta termos apenas uma equipe uniformizada, alinhada e repetidora institucional, tem-se que ter em funcionamento alguns elementos “publicitários” aplicados em prol do resultado final. 
A comunicação interna é uma das secretarias – muitas vezes incumbidas ao responsável de marketing – que deverão estar em pleno fervor, com isso, identificar setores, salas, corredores, locais, metas, missão, visão, valores, informativos e todo um composto que garanta a legitimidade territorial da empresa, criando assim – aos usuários súbitos  uma fácil localização, bem como uma compreensão do layout funcional/organizacional. Além de se criar, apenas, estas ações, pode-se também usar um pouco da criatividade e trabalhar todo o composto midiático, proporcionando assim um ambiente descontraído e funcional, que gere no colaborador uma acepção maior de sua funcionabilidade  dento do contexto.

Com o endomarketing estruturado podemos começar a pensar a exercer algumas ações de marketing, como análise de aceitação de produtos frente ao mercado atendido – que é o grande fantasma das organizações. Com base na comercialização de um bem/produto baseado nos índices de consumo sobre uma target podemos definir a aceitação do mesmo frente ao consumidor final – afinal de contas, quem trabalha com o consumidor final? Nosso intermediário, então a comunicação permanente frente a questionamentos e analise dos mesmos pode nos ajudar, não é mesmo? Assim, com base nos dados coletados, seja através de planilhas ou questionamentos direcionados, chegamos a uma aceitação de produto frente ao mercado consumidor. E o que fazer com a queda de aceitação? O que fazer com os picos de crise? Como alavancar um produto frente aos concorrentes? Como diferenciá-lo? Como...? Simples. Análise. Compreensão. Corte de gastos. Diferenciação de embalagem. Inserção de mídia. Composto diferenciado. Mudança de conta. Entre tantas outras medidas breves – muitas vezes sem custos exagerados – que geram resultados interessantes e até mesmo a alavancagem frente ao nosso, tão, temido concorrente.

Aí me pergunto. Como assegurar um crescimento sustentável, terceirizando esse serviço à agências que, muitas vezes – mas muitas mesmo – chegam a confundir o MARKETING com PUBLICIDADE? Falava-se, acima, de ferramentas publicitárias, porém esta é apenas um dos serviços relacionados à promoção do produto e, quanto ao seu composto? Uma análise de praça? Um corte substancial na logística, ou remanejamento de logística? Corte nos custos de produção? A agência terceirizada irá compreender estes dados e solucioná-lo?

Não critico, tão pouco crucifico, empresas que deixam seu marketing a ver navios – afinal de contas, nada melhor que o empresário para saber em quem confiar – mas o vento pode mudar e com esta mudança surge aquele questionamento básico – suas velas estão prontas para uma mudança brusca de direção? 

Então. Concordam comigo, que o marketing é importante demais para deixá-lo fora da empresa? 


terça-feira, 30 de outubro de 2012

A INTERATIVIDADE DA MÍDIA NA MÍDIA


Durante os estudos da pós-graduação, muito falou-se e fala-se em interação midiática, bem como gerenciamento midiático e isto aos ouvidos de estranhos, passa-se por despercebido, chegando a ser considerado um “curso para viciados” (já ouvi essa definição), ou uma especialização para “nerd” (também já ouvi esta), porém o que mais me deixa extasiado, dia após dia é a aplicabilidade dos conteúdos no meio empresarial de forma ativa frente a alavancagem mercadológica.

Neste final de semana realizamos algumas práticas de mídia, usando as formas diversas de comunicação, transmitindo mensagem e conteúdo e, sobre tudo, gerando interação. Assim, realizou-se a aplicabilidade de assuntos que, (por mim), jamais teria aplicabilidade alguma – pensamento de qualquer acadêmico – mas a semiótica, por exemplo, foi uma das matérias que mais vieram em minha mente deixando-me o seguinte paradigma: quanto eu poderia ter absorvido se o pensamento aristocrático da soberba não subisse em minha cabeça quando acadêmico? Resultado: estudando a aplicabilidade da mídia frente a alavancagem promocional de produtos/serviços, e relendo alguns artigos distribuídos por professores e alguns colecionados por mim, achei este relato, que achei interessantíssimo compartilhar, ele trata da INTERATIVIDADE EM MÍDIAS CONVENCIONAIS –  (um estudo de caso do campeão de interação – MAC DONALD´S) - leia, valerá a pena!

Mc Donald’s faz campanha interativa Pick and play
Na Suécia, os responsáveis pelo marketing do Mc Donald’s fizeram uma campanha com outdoor muito interessante. Queriam que os clientes fossem até um dos restaurantes por um motivo a mais, ou um motivo que fosse mais do que legal! O conceito era simples – na qual o cliente podia controlar um outdoor interativo e participar de um jogo. Ao completar o desafio em 30 segundos, ganhava cupons para trocar por sanduíches ou outras guloseimas.

Quem quisesse “brincar” não precisava baixar um aplicativo específico (o que normalmente é uma barreira para alguns participantes), bastava entrar no site e o celular reconhecia sua geolocalização.

Essa campanha de marketing além de expor a marca, interagiu com os usuários e fez com que fossem até um Mc Donald’s. Um ótimo exemplo de campanhas que combinam mobile + online + offline.



E assim, embalsamados pela interatividade mergulhamos na disciplina, a princípio foi a criação de uma paródia, onde conseguíssemos chamar a atenção do expectador, atraí-lo para a interação e torná-lo parte criativa. Meu grupo desenvolveu um trabalho fantástico, criando uma linha real life onde o receptor possa criar ou opinar sobre o desfecho da história. Nosso projeto ficou intitulado como Eduardo & Mônica e possui como base de estudos o convívio em “rede” e a interação entre duas pessoas; mas também mostra um pouco deste universo livre, onde cada perfil não corresponde exatamente com a imagem de seu proprietário – fake´s – levando, assim, uma das partes a se frustrarem – ou não – com a descoberta de seu “novo” sorriso amigo, (mas enfim, isto é tema para outro post). E com este polêmico tema, “CONVÍVIO EM REDE” desenvolveu-se uma história, porém, o final dela é você quem decide. Sua opinião pode ser dada na Fan Page do projeto, que serão analisados os melhores “pitacos” e criado um desfecho para toda esta trama que está movimentando a sociedade acadêmica!

E este é o verdadeiro objetivo da INTERATIVIDADE, seja ela através de mídias convencionais ou  não, é atrair, fidelizar e maximizar a cartela de cliente de uma marca, produto ou serviço.

Assim  a interação, pode alavancar seu posicionamento mercadológico de uma forma surpreendente, criativa e inovadora, fazendo com que haja uma busca contínua de conteúdos abstrativos que intensifiquem o psique do cliente em prol da fidelização.